“Quanto há segurança e iluminação, os príncipes são supérfluos”

Adam Weishaupt

 

Esse artigo trata das Decisões Racionais e a  Busca da Sabedoria

 

Em diferentes momentos, a sabedoria expressa em adágios tem sido um farol para orientar nossas ações.

Do latim, surgem ditados como

“A mandato seu praecepto non est inchoandum” – “Não se deve começar do mandado ou do preceito”

e

“Argumentum ad verecundiam non est ratio” – “O argumento de autoridade não é raciocínio”

 

Esses ambos carregando consigo uma mensagem essencial sobre a tomada de decisões fundamentadas.

O primeiro adágio ressalta a importância de não iniciar uma ação apenas porque alguém a mandou.

O destaque é para não agir mecanicamente, mas sim a compreender as razões das instruções recebidas.

Essa sabedoria antiga e simples mostra desde tempos passados que a autoridade de quem emite um mandato não deve ser a única justificativa para nossas ações.

O fiz porque recebi ordens”.  Era a desculpa principal dos criminosos nazistas. A maioria sequer era militar, apenas burocratas.

Por outro lado, o segundo adágio, ao afirmar que o argumento de autoridade não é raciocínio, enfatiza outra faceta.

A necessidade de fundamentar nossas decisões em lógica e razão, em vez de aceitá-las apenas por causa da autoridade de quem as profere.

Devemos buscar argumentos sólidos e razões válidas ao invés de nos apoiarmos cegamente na autoridade de uma figura.

Aqui temos uma visão mais clara sobre a tomada de decisões tanto a nível coletivo quanto individual.

Devemos iniciar um processo de reflexão e análise crítica diante das instruções que recebemos. E quem sabe, até dos convites.

A simples emissão de um mandato não deve ser suficiente para nos movimentarmos, mas sim a compreensão dos porquês por trás dessas instruções.

É prudente ter uma abordagem mais criteriosa diante das ordens e instruções que nos são dadas.

O pensamento crítico, tão fora de moda ultimamente, onde se aceita tudo vindo de autoridades e mesmo influencers, destacam como é importante pensar criticamente.

O antigo “pensar com a própria cabeça” e avaliar as razões e buscar uma compreensão exata antes de agir.

Aquele que se deixa levar pela emoção, ideologia, irreflexão, paixões, acaba por desvirar-se do caminho.

Nossas decisões devem ser embasada na compreensão dos porquês e na lógica fundamentada é, afinal, uma decisão que reflete sabedoria.

A busca pela compreensão dos motivos por trás de nossas ações, aliada a uma análise fundamentada, é o farol que nos mantém no rumo certo.

 

A sabedoria está em reconhecer a importância das emoções, ideais e paixões, mas também em equilibrá-las com a clareza racional.

 

Decidir com sabedoria não significa suprimir as emoções, mas sim compreendê-las e integrá-las a um processo de tomada de decisão informado, baseado em razões sólidas e lógica fundamentada.

Ao reconhecermos o impacto das emoções e paixões em nossas escolhas e ao simultaneamente buscarmos a compreensão lógica e fundamentada.

Trilhamos um caminho que harmoniza a sensibilidade humana com a clareza racional.

É nessa junção que encontramos a essência da sabedoria, estando entre o mar de emoções e a terra firme da razão, mantendo-nos no caminho do melhor entendimento.

A verdadeira sabedoria reside na capacidade de reconhecer a influência desses elementos emocionais e ideológicos, sem permitir que eles deturpem nosso julgamento.

Compreender o ambiente, as circunstâncias e as consequências das nossas escolhas é essencial para tomar decisões fundamentadas.

A análise do panorama completo, aliada à compreensão dos motivos e à lógica embasada, fortalece a qualidade das nossas decisões.

 

Como tomar as decisões:

A calma nessas horas é fundamental para garantir escolhas ponderadas:

  1. Respire fundo: Em situações de decisão, respire profundamente para acalmar a mente. Isso ajuda a reduzir a ansiedade e permite um pensamento mais claro.
  2. Identifique o problema: Defina claramente qual é o problema ou a situação que exige uma decisão. Compreender a questão em sua totalidade é o primeiro passo para tomar uma decisão acertada.
  3. Recolha informações: Busque informações relevantes. Quanto mais informação você tiver sobre o assunto, melhor será a base para a decisão.
  4. Estabeleça prazos razoáveis: Se possível, dê a si mesmo um prazo para tomar a decisão. Isso evita a procrastinação, mas também dá tempo suficiente para uma análise cuidadosa.
  5. Pondere as opções: Liste as opções disponíveis e avalie os prós e contras de cada uma. Considere as consequências de cada escolha.
  6. Consulte outras pessoas: Conversar com pessoas de confiança pode fornecer perspectivas diferentes e informações adicionais para considerar.
  7. Visualize o cenário: Imagine as possíveis consequências de cada decisão. Isso ajuda a ter uma ideia clara do que pode acontecer após tomar uma determinada direção.
  8. Reflita e revise: Reserve um tempo para refletir sobre as informações coletadas e as opções disponíveis. Às vezes, uma pausa na reflexão pode trazer clareza.
  9. Confie na intuição: Em certos casos, a intuição pode ser valiosa. Se algo parece certo, mesmo que não haja uma razão clara, considere essa sensação.
  10. Decida e aceite: Depois de passar por esse processo, tome uma decisão. Aceite que todas as decisões têm algum nível de incerteza e esteja disposto a aprender com os resultados.

Crie no seu interior um espaço único, onde você fará suas análises mais cuidadosas e reflexivas, que resultarão em escolhas alinhadas com seus objetivos e valores.